Roberio Motta

SOPRAR

SOPRO

Sempre gostou de a-MAR,
seu refúgio,
seja nas dunas
onde os “Sabiás” comem,
seja na Iracema,
onde a mesa e o vento
sempre abraçavam os bons.

Alguns não entendiam;
outros tantos não entenderão.
A vida é assim:

Onde o riso e o choro
se encontram,
feito o rio e o mar,
feito o sol e a lua.

O mesmo encontro:
onde um começa,
o outro termina.

O ar é o mesmo…
Que falta fazes!

Como distinguir o suspiro
do sopro dos navegadores?

Os ventos e o sopro responderão!

Motta, R.

Dezeseis do 8 de Um tal de 20 e vinte e 6.

Estado de Graça do Cariri.