Bela, bela, bela moça,
que pelas inúmeras canções
veio ao encontro do bom moço,
doutor Eduardo,
seu médico particular —
particularmente, seu verdadeiro amor.
Verdadeira paz,
talvez mais de uma vez,
foi o seu sonho favorito
naquela tarde de domingo,
26 de agosto de 1986.
Ao cumprimentá-lo, veio o brilho dos olhos —
olhos cor de mar,
azul-claro como o céu brilhante.
No jardim, os mais belos olhares se encontravam.
Encontros desajeitados,
como dois pombinhos apaixonados,
por palavras que escapavam das bocas.
Flores cheias de amor,
corações sedentos de paixão pulsante
que acabavam com a dor da solidão.
“Ao nosso olhar se passaram anos e anos
nesse profundo encarar.
Faça frio, faça sol,
até que a morte nos separe, amém.”
Tocando-a com mãos bondosas,
ele encarou o coração que antes ficava quieto —
e o fez pulsar com mais força.
Verificou suas veredas,
procurando algo errado.
Ao saber de nada, encontrou
além de um sorriso sincero
e bochechas avermelhadas.
Momentos assim,
momentos que se passam
naquele jardim colorido,
perto dos campos de alecrim.
Bela, bela, bela moça
se despediu de seu amado doutor Eduardo,
logo após uma tarde agradável
ao lado de seu bendito amado.
-- Cauã Santos