Israel Andrade

Solene poesia

Ó, solene poesia...

Majestosa mãe do bem-dizer,

Peço-te, em humilde cortesia,

Que incendeies este meu coração anoitecido

E não deixes minha pena perecer

Num verso que, hoje, jaz adormecido...

 

Perdoa-me pela insolência,

Ó estrela-guia de todo aquele que se diz poeta,

Nada sou, senão um parvo de alma inquieta,

À procura da verdadeira eloquência

Que possa pôr num só verso

As ardentes estrelas do universo.

— Israel Andrade