Ricardo Maria Louro

À minha Morte

Quando a Alma do meu corpo se afastar
quero que a Terra possua no seu Ventre
o Sacrário que foi do seu penar.

Há-de receber-me esse Berço que é pó,
essa cinza, esse nada...
Aí sim estarei enfim tão só!

A Alma evadir-se-á às mãos do Criador,
soará do Alto uma Sinfonia de Chopin
e meu Espirito, subirá nas Asas do Amor.

Tu hás-de lá estar,
bem sei que estarás!
Despertarei um ultimo instante
para poder te beijar.


Em Miranda do Douro