Espírito do retorno
Minha cabeça, já desgastada pelo ócio do vazio,
Olha para o horizonte e não encontra uma morada,
Resguardada do enfado frio,
Inexistência insalubre que deixa a consciência abalada.
O tempo corre pelo infinito,
Com rapidez, ele viaja,
Sem levar em conta o atrito,
Sem levar em conta as baixas.
Malditas sejam as leis da natureza!
Elas degradam nossa carne fraca,
Oxidando os tecidos para ter certeza
Que a estabilidade foi alcançada.
E tudo passa ciclicamente,
Os mesmos erros e acertos,
Os que dançam gloriosamente
E os que passam obsoletos.
No final é mesma essência,
Com formas e matérias diferentes,
Que agem com obediência,
Tendo vista as convenções pré-existentes.