Na solidão me encontro, perdido,
num quarto onde o silêncio faz morada.
Já tive sonhos, já quis o infinito,
hoje só quero não sentir nada.
Sonhei com o amanhã, até ele desaparecer,
escrevi sobre aquilo que não pude salvar.
Lembrei do que queria esquecer,
chorei até não conseguir mais chorar.
E agora, entre o vazio e a frustração,
procuro alguma razão para continuar.
Talvez meu peito ainda guarde um coração,
mesmo que ele tenha esquecido como pulsar.