Seu corpo físico caminhava
Desacompanhado do espírito.
Seu psicológico por aí viajava
Por algum lugar no infinito.
Era fácil se perder na selva
Das árvores negras e lisérgicas
Sob a faixa da luz noturna.
Seus pés afundavam no turno
Entre cada passo célere
Entre cada respiração súbita
E as sombras consumiam o seu mundo
Por cada segundo em que vivia.
Caminhava como se fosse um corpo físico
Seu sofrimento era psicológico ou no espírito
Viagens alucinógenas ou problemas infinitos?
Era fácil andar sob a faixa da lua
Das árvores noturnas e feéricas
No turno entre cada luz lisérgica
Afundando subitamente como o mundo.
Sua respiração acelerou, e celeremente sumiu
A penumbra consumiu os segundos, os segundos consumiram as sombras
Seus pés viveram no turno entre saturno e urano
Congelaram como netuno
Alçaram voo além do plano
E se espatifou o homem,
Como um copo de vidro.