Enquanto passam por meus olhos
imagens da TV ligada,
meu café na xícara
esfria sobre a mesa.
O tempo se estica.
O relógio,
analógico,
gira lentamente na parede.
Meu peito se enche de um vazio
límpido e claro.
Já é noite.
Meu corpo pede paz,
e minha mente,
um tanto ausente,
quer se refazer
antes de se apagar.