Às vezes paro para ouvir o vento, que passa tão breve sem dizer por quê. E observo o céu, mudando de cor, como quem guarda segredos do entardecer. Há beleza escondida nas coisas pequenas: numa folha que cai, numa luz pela janela. Talvez a vida seja isso, um instante discreto, que passa depressa quando tentamos entendê-lo. Por isso, às vezes, prefiro apenas olhar — deixar que o mundo aconteça sem precisar nomeá-lo. E, quando a noite chega, levo comigo aquilo que os olhos viram e o coração não esqueceu.
Herik Batista, 14 de agosto, 2026