Deixei um rastro de mim mesmo
Em um lugar abandonado
Pois na estrada do meu peito
Não pode mais ser encontrado
Recordo da mancha
No caminho que percorri
Desde quando era criança
Até eu chegar aqui
Larguei vestígios da minha vida
Dei pistas para quem quiser
Pois numa folha colorida
A si mesmo, a pintura não sabe fazer
Num breu do escuro mundo
Que hoje chamo solidão
Respiro, lembrando de tudo
Já o chamei de coração
Hoje olho para frente
E no sol não tenho sombra
Pois deixei-a para trás
Carregando as esperanças
A silhueta como um todo
Cheia de percepções
Leva consigo meu passado
Pendência para resolver depois