Carlos Lucena

VELHO CORPO

VELHO CORPO

A gente inventa de fazer besteira 
A gente gosta de juntar coisas  inteiras
As nossas bocas inventam sinônimos 
E somos cúmplices das palavras loucas.
Não quero ser assim tão normal
Nem me interessa que a razão me faça racional. 
Roupa é tão retrô
Que prefiro me vestir de você
Troco meu tênis pelo seu pé 
E numa blusa só nos vestimos.
Nossos peitos nus
Não é sedução 
É aceitação.
E o suor que corre em nossos rios
São os leitos que deságuam
dos nossos corpos.
Entre lâminas e espadas
Travadas nos dois lados sussurrando em tremendos desafios.