Aurora Hortense

Prisioneira Aprisionada

Prisioneira sem prisão.

Prisioneira que se aprisionou…

o que sou?… não sei jamais.

Apenas resta o que o meu amor sonhou...

 

Prisioneira sem corrente…

Sem amarras, cordas ou zebras, barras…

Nem jaulas de metal são.

É cativa desta evolução.

 

Cores. Movimento. Conexão.

Enriquecem tanto que se com lupa olhar,

Nem cores reais estou a analisar…

 

0…1…1…0….1….0…0…0…

2.

Vejo o mundo nas minhas mãos.

Inovação para a destruição.

O meu Fado, tão dualista então…

 

Que sois tu? Que moral, ideal pregais?

A coerência é pregar e no camarim hipócrita, superficial ser?

 

Se bem o temos por certeza,

Certeza essa que arrebata a fé,

tal como o padre na igreja blasfemeia e é assim que prega a fé.

 

Não é sagrado…Um homem é.