Eu sei que é errado admitir
Já que sou um menino de valores
Mas eu quero você dentro de mim
Eu sei as saídas obscuras, as rotas não conhecidas
Desenhadas em mapas invisíveis por pessoas como eu
Teu toque interpretado diferente chama o meu tato
Seus trejeitos mais sutis,
O mundo inteiro não sabe
Mas eu sei, eu sei o que você disse para mim
Minhas queixas irrelevantes à sua rotina
Que eu sei desfazer em desejo:
Memórias inventadas de porquês
Em lugares tão comuns teatros inteiros
Em meu estado imaginário, uma igreja, uma selva e um reino
Nos meus cadernos de segredo seu corpo desenhado em relevo
Cartas clandestinas com vidas inteiras entre as linhas
Porque eu sei que todo meio precisa de um começo
Mas podemos começar logo no meio
Pulando os capítulos
Chegando nas partes proibidas
Das histórias subversivas
E escrever o nosso fim
Com seu suor e um pouco de mim