Tatuei tua existência em minha pele com tanta força que carreguei o peso da tua ausência. Persegui memórias de um tempo em que a realidade se manifestava na imagem do teu corpo, usando apenas a minha pele e exalando um aroma único, apenas nosso.
Idealizei uma vida em várias dimensões e busquei, na memória, o sentir avassalador que me encantava e me destruía de forma simultânea.
Tatuei tua existência e, todas as vezes que a olho, convenço-me das marcas que ficaram apenas em mim. Projetei o que era meu e me rendi a mim mesma, esperando que ela entendesse como se construir em mim.
Tatuei tua existência em mim e, depois de tudo, reencontrei-me comigo mesma após o nosso fim.
Eliete Souza