Em cada silêncio guardado no peito,
Nos passos que dei por caminhos incertos,
Carreguei uma verdade que sempre foi minha,
Um segredo escondido nos sonhos abertos.
Caminhei por estradas de medo e de sombra,
Vestindo sorrisos que não eram meus,
Mas no fundo da alma, uma luz insistia,
A chama de quem sou acesa por Deus.
Por tanto tempo calei essa voz tão profunda,
Que gritava em silêncio o meu próprio ser,
Mas hoje me levanto, peito aberto ao mundo,
E, enfim, deixo esse amor florescer.
Sou eu, assim como sou, sem máscaras, sem véus,
A alma liberta de um tempo de dor,
E é na liberdade que encontro meu riso,
E me aceito, completo, nesse imenso amor.
Sou o que sou, e não há mais temor,
Um homem que ama, e assim quer viver,
Abraço meu ser com orgulho e verdade,
Sou assim, sou livre, e é assim que quero ser.