Querida Lara, você me perguntou por que escrevo sobre você. Talvez porque
antes de você eu nunca tivesse
sentido vontade
de transformar alguém
em palavras. Você foi a primeira. E, desde então, escrever sobre você
parece a coisa
mais fácil do mundo. Eu poderia te escrever todos os dias. Trezentas e sessenta e cinco cartas, uma para cada manhã, e ainda assim talvez faltasse
uma palavra. Porque quanto mais
eu tento
te colocar
em versos, mais percebo que você
é maior
que eles. Talvez seja isso. Algumas pessoas inspiram um poema. Você
me deu vontade
de continuar escrevendo. E se não for por você, por quem seriam
todos esses versos? Talvez
os próximos
também sejam seus, mesmo que eu ainda não saiba
como te contar.
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