Já que estamos destinados a este naufrágio humano, à deriva nestes corpos separados
E ainda que, nesse mundo, todo ser que nasça, nasce acorrentado a esta fresta pela qual posso lhe ver, no entanto, sem nunca te tocar
E, uma vez nascidos, se veem condenados a viver como efêmeros solitários, indivíduos mesquinhos, pretendo porém, uma aflição lhe propor
Dada nossa natureza implacável diante os esforços mais intimos, gostaria de saber, se não lhe é interessante ser uma alma, aqui, comigo, mesmo que distante?
Se por acaso, concordaria em alinhar as frestas de nossas celas para que eu possa ter melhor contemplação dela?
E, se por fim, terias alguma inclinação em ser completamente, incondicionalmente, sozinha...
ao meu lado?