Fragmentada
Fragmentada, partida em mil pedaços
Recalculando rotas
Calculando os meus passos
Milimetricamente dados
Não posso dar um passo em falso
Na última vez, acabei pisando em você
Veneno disfarçado de mel
Uma doce mentira
Resultou em um amarga menina
Que só queria se sentir querida
Amada, bem quista
Que boba a menina
Nunca imaginou que uma amiga
Seria a algoz de sua versão antiga
Espelho da sua própria vida
Evidências de uma baixa autoestima
Que por ironia da vida
Elevou-se em sua partida
Hoje, já não choro por ter sido partida
Quebrada, malquista
Agradeço a visita
À algoz, à cobra que se fez de amiga
A ela devo o meu silêncio
Pois no silêncio, escutei um grito
Uma voz me dizendo:
Junta esses cacos de vidro
Nunca mais deixe que tirem o teu sorriso
Seu coração merece bem mais do que isso