Ela me conheceria de verdade
E o que sinto não seria
Apenas névoa esvoaçando pela noite.
Ela teria vergonha de quem tão modesto
Seria, em verdade, tão selvagem
Haveria mágoa explosiva e raiva sem nexo.
Em outro mundo ela tomaria
Por completo meu complexo mental
Como fogo devorando uma floresta,
Que tão breve sumiria
Dissipando
Como uma doce e leve névoa,
E eu suplicaria:
Leve, névoa, todo mal.
E o mundo se distorceria num respiro
Se revirando numa lenta espiral
Como cores coloridas de um pincel...
E então o despertar.
Tudo iria acinzentar
Tudo tornaria rígido e quadrado
Seus olhos me encarariam bem no fundo
E agradeceriam
— Que bom que é só um mundo irreal.