Sentada na rocha que o tempo esculpiu,
Observo o infinito que diante de mim se desenrola,
Um oceano que nunca termina,
Onde o céu se beija com a água numa dança milenar.
Os meus cabelos dançam com o vento salino,
Levados pela brisa que vem do horizonte distante,
E eu, pequenina nesta vastidão,
Encontro-me inteira nesta imensidão.
A rocha sob mim sussurra histórias de séculos,
De tempestades que passaram, de silêncios que ficaram,
E eu aqui, apenas observando,
Compreendo que sou parte deste ciclo antigo.
O oceano não responde minhas perguntas,
Mas tampouco preciso de respostas agora,
A verdade está neste silêncio profundo,
Nesta paz que só a natureza sabe oferecer.
Meu corpo se repousa, mas minha alma viaja,
Pelos azuis infinitos, pelas nuvens que vagam,
Pelos mistérios que habitam as profundezas,
E nas respostas que o vento traz sem palavras.
Aqui, diante deste mundo sem limites,
Entendo que sou livre,
Que minhas preocupações são tão efêmeras quanto a espuma,
E que a vida verdadeira pulsava neste exato momento.
Sou uma com a rocha, a brisa e a vastidão,
Uma pequena nota numa sinfonia cósmica,
E é precisamente nesta insignificância perfeita,
Que encontro a minha maior significância.