A cena que encena – é sina,
não apequena, nem condena – ensina,
dá o nome, consome – confirma,
não come, nem some – afirma.
O espelho mostra a face,
a sombra cobre a luz,
a voz , então, silencia.
A rotina dá um enlace,
e o esforço então traduz
num escopo de ironia.
A cena que encena – é parca,
não apequena, nem condena – embarca,
dá o nome, consome – atenua,
não come, nem some – é crua.
O suor escorre no rosto,
o calor esquenta a moleira,
O pensamento, então, dispersa.
O costume vira um desgosto,
levando, sem eira nem beira,
à uma fracassada conversa.
A cena que encena – é plágio,
não apequena, nem condena – de tão frágil,
dá o nome, consome – é pária,
não come, nem some – é mercenária.