Olhe o mar, tão azul,
Este toca a areia.
Como o vento, norte, sul,
O mesmo nos representa.
Somos linhas, tangentes,
Que caminham lentamente.
Quando, então, se encontram,
Se olham e seguem em frente.
Entre nós, há lacunas,
Somos tristemente diferentes.
Não existem razões,
Para nos amarmos tão de repente.
Estás rente aos meus olhos,
Mas olhando para sombras.
Este adorno que me prende,
Em meu dedo faz manobras.
Por qual motivo estás comigo,
Se distante tu resides?
Este chá sobre a mesa,
Frio, com meu coração colide.
Não suporto mais a dor,
Que tu deixas habitar.
Eu imploro por favor,
Apenas volte a seu lar.