Fábio Alves Leão

O BEIJO PRESERVADO

No papel, o tempo parece parado,

Em linhas que o passado emoldurou.

A data, um agosto já apagado,

Goiânia que a memória eternizou.

 

Um beijo de batom, ali, selado,

Segredo que a distância não quebrou.

Lá, o coração estava inflamado,

E a esperança de um amor se criou.

 

As palavras, um doce devaneio,

A voz de alguém que aprendeu a amar.

O amor que, sem temor, se entregou.

 

Hoje, esse beijo é um farol que me acende,

E a certeza de que o tempo não vence

O que a alma com carinho preservou.