No papel, o tempo parece parado,
Em linhas que o passado emoldurou.
A data, um agosto já apagado,
Goiânia que a memória eternizou.
Um beijo de batom, ali, selado,
Segredo que a distância não quebrou.
Lá, o coração estava inflamado,
E a esperança de um amor se criou.
As palavras, um doce devaneio,
A voz de alguém que aprendeu a amar.
O amor que, sem temor, se entregou.
Hoje, esse beijo é um farol que me acende,
E a certeza de que o tempo não vence
O que a alma com carinho preservou.