Tu estás a vagar, não é mesmo?
Mas te pergunto o porquê, aqui dentro
Sinto que cedeste aos pensamentos
Deixando-me em nossa moradia, sedento
Momento este que eu penso
Onde estás o teu respeito
Deixaste-me aqui, no esquecimento
Revivendo a história que vivemos
Fugiu, não me ocultes a verdade
Isto, por acaso é medo de encarar a realidade?
E o que me resta de tu agora
É este relógio parado nas doze horas
Na primeira fui amada
Na segunda esquecida
Na terceira, namorada
Na quarta, a traída
Na quinta, a solitária
Na sexta, a que implora
Na sétima, a que insiste
Na oitava, a que volta
Na nona, a que perdoou
Na décima, a que permanecia
Nas onze horas, a abandonada
Onze e meia, a que te via
E nas doze
Aquela que acreditou
Que tu podias mudar
Errada eu estava
Por resolver perdoar
Errou, percebeste
E com vergonha foi embora
Se estas a vagar por aí, me responda
Agora o relógio bate que horas?