Depois do amor, ficou o vazio,
Um quarto sem voz, um longo arrepio.
O riso calou, a luz se escondeu,
E o tempo levou o que floresceu.
A solidão bateu à minha porta,
Trouxe a saudade, que nunca se importa.
Fez do silêncio o seu doce abrigo,
Enquanto eu buscava sinais de contigo.
As noites ficaram mais frias que o inverno,
Os sonhos perderam o brilho eterno.
No peito, um eco sem direção,
Pedindo de volta teu coração.
Mas até a dor aprende a partir,
E a alma cansada decide seguir.
Pois depois da tempestade vem o amanhecer,
E um novo amor pode renascer.
Porque o vazio não mora para sempre,
Nem a tristeza permanece presente.
Quem já amou sabe recomeçar,
Mesmo com lágrimas, volta a sonhar.