Gabriel Bueno

Tal Vicioso

 

Atrás da mais amarga chicória

Traz consigo o mais conspícuo prado

Agora, exala exímio nefasto

Outrora, aroma gardênia e azálea 

 

Enquanto mascara seu abrupto advento

Em ventura, se aproxima, sem atento

Já emite maior valor envilecido

E omite o tão previsto apreço

 

Para que, então, se mostra vida

Eleva do profundo abismo ao crescente ápice

Onde se vê mais luz na própria puridade

Senão para não ansiar inevitável morte e desastre

 

Há tempo infectas com teu mórbido intento

Desalenta o mestre sadio que está enfermiço

Por fim, procuras o teu próximo crédulo

E o põe em cima de teus próprios estropícios 

 

Por muito tempo que tento barganhar

Dou-te valedouros, avultados e alentado

Mas me esqueço que é como espada de dois gumes

Ilude adentrar bem e corrói o inoficioso

 

Ensinado a enfrentar e não soluçar 

Realizei o que me foi ordenado, sem questionar

Hoje estou devastado, empilhado em adversidades

Aguardando o dia em que meus olhos se apartarão pela eternidade

 

De um ser tão melancólico, então, lhe digo:

Faça-te a própria vida, aproxima-te à própria morte

Junta-te os galhos caídos, carregue-os à nova parte

Pois este coração, já endurecido, não suporta mais tanta mediocridade