sangro e cutuco as feridas com as pontas dos dedos, como quem procura desesperadamente sentir o extremo da dor na esperança de que ela torne a vida real.
bebo a angústia, a raiva e o desprezo que tenho por mim, e brindo à última noite. seja ela quando for, espero estar em paz.
trago o cigarro e, às vezes, você junto ao peito. como qualquer vício, a maior vontade é me livrar de você para todo o sempre.
minha ida me libertará de todos eles.