Carlos Lucena

NEM TORMENTOS NEM SUPLÍCIOS

NEM TORMENTOS NEM SUPLÍCIOS

Não me queixo de nada 
Vivo como quero
Não devo nada ao mundo.
Sou intensidade 
Intenso como o sol do meio-dia.
Não ligo para os erros.
Se erros são pecados
Que sejam.
Erro, peco
E não vejo problema nisso
Porque faço o que posso
E se ser bom é virtude
Pecados e erros são vícios
E para acertar ou errar não faço sacrifícios 
Não represento papéis.
E na intensidade em que vivo
Sou metade de cada coisa 
Sou tudo e sou nada
E assim nem sou tormentos nem suplícios .