O som devastador do silencio
Me invade como o sol, tão radiante,
impregnando toda a superfície
Assim como os livros que leio
As margens de cada verso, vejo-me
Vejo-me contido ao destino
Ao qual desconheço, entretanto,
Apegado a esse clima cordial e tortuoso
Posso dizer a vocês, caros leitores
O sol e os livros são os mesmos
A cada verso lido, tenho a mente cálida
A cada decorrência, sinto-me acolhido
O som devastador em volta,
Faz com o que a radiação devore esse espaço
Assim, como a leitura, ela devora minha mente
E mesmo assim, sinto-me feliz
Devo ser louco, mas como meu último ato
Sairei deste espaço, minhas motivações
Estão por todo o lado
pois, meu sol, nunca será apagado.