can

indiscreto

poema resposta~

 

em meses de noites mal dormidas 

e carinhos infindáveis guardados à sete chaves

pela suposição de que não são bem-vindos

 

respondo, num grito de quem quer muito ser ouvido, 

mas de quem tem tido de se contentar com o vazio.

em silêncio, sem se entregar à incerteza e ao breu

deixando a chama acesa e a porta aberta, 

ainda aqui me encontro seu, posto às lágrimas e

aos sonhos onde breve me deparo com olhos seus

 

não me fazem bem as mudanças, e luto contra o luto,

o qual me entrega cada dia suas olheiras e cansaço, que recuso.

acordo, respiro fundo madrugada afora e revivo

minha falha como o que me distanciou de ti.

distância obstáculo para um sorriso genuíno, 

propício de quem um dia esteve ao lado de um amor verdadeiro

 

mas ainda sim, distância que motiva a melhorar.

e melhoro sim, mesmo aos pequenos passos,

de quem não quer nunca repetir um erro,

de quem hoje tem certeza no escuro, de quem quer ficar,

mas dá espaço e liberdade.

 

vivo sozinho, distraído pelas amizades e pelo o que um dia me tira dessa cidade,

quem sabe mais perto de ti.

se não é com você, eu não quero, te prometo,

não duvide da minha saudade e de quanto a quero.

 

em silêncio, sem te pedir nada em troca, sou teu.

g.