Teu pé, meu vício, meu altar,
Quando me toca, começo a implorar.
Desejo, carinho, dono do meu tesão,
És tu quem manda no meu coração.
Na piscina, tudo começa a ferver,
teu corpo molhado, pronto, para me satisfazer.
A água desliza entre pele e paixão,
Mas o que queima é tua dominação.
Lambo teus pés com sede e loucura,
Tua risada é minha tortura.
Cada dedo é um grito engasgado,
Perco-me inteiro, ajoelhado.
Teu membro rígido, rei do meu querer,
Toma-me por trás sem me conter.
A água sacode, os gemidos sobem,
E nossos corpos na noite se engolem.
Mas não para ali, tu queres mais,
Carrega-me, me joga, sem nunca ter paz.
No quarto, o lençol já no chão,
A cama implora por nossa paixão.
Corpos suados, pele grudando,
Minhas nádegas entregues, tu comandando.
Teus pés no meu rosto, tua mão no meu quadril,
E teu gozo quente, feroz, viril.
Gritamos juntos, tremendo a parede,
Teu nome nos meus lábios, puro alarde.
Depois, deitados, suados, sorrindo,
Ainda com teu cheiro em mim, fluindo.
Amor meu, meu dono, meu vício,
Te amar assim é puro feitiço.
Na água ou cama, tanto faz o lugar,
Se tu me chamas eu vou te entregar.