Quemuel Almeida

Eu vou cuidar da gente

Deitado no quarto,

o mundo em pausa,

os pensamentos andando sem rumo.

 

Um instante frágil

seguir e cansar.

Parar e escutar —

A minha própria voz,

sem pressa,

sem promessa:

-eu vou cuidar da gente.

 

E tudo em mim cedeu.

 

Era alguém ficando

quando tantas coisas já tinham ido.

 

Chorei como que descansa,

E entende que nunca mais será abandonado