PauloMaiato

Uma mão

A possibilidade de vida

Tropeça entre plataforma e vagão 

Damos com a cara no chão 

Ninguém oferece uma mão 

Nos filmam caídos no chão 

 

A poesia das nossas vidas 

Milhares de retratos desolados 

Com esperanças que esvaziam 

Sem ao menos uma companhia 

Nessa sociedade que anda fria