Poema: Mãos Sacerdotais
Mãos ungidas, mãos caladas,
que erguem o pão e o mundo.
Nelas o tempo se curva
e o Céu toca o chão.
Abençoam sem pedir nada,
perdoam sem perguntar.
São ponte, são casa, são hóstia:
Cristo passando pelo altar.
Mãos que cansam e persistem,
que batizam, que ungem, que dão.
Mãos sacerdotais:
o toque de Deus na nossa mão.