Gino, Sinvaldo de Souza

Poema: Mãos Sacerdotais

Poema: Mãos Sacerdotais

 

Mãos ungidas, mãos caladas,  

que erguem o pão e o mundo.  

Nelas o tempo se curva  

e o Céu toca o chão.

 

Abençoam sem pedir nada,  

perdoam sem perguntar.  

São ponte, são casa, são hóstia:  

Cristo passando pelo altar.

 

Mãos que cansam e persistem,  

que batizam, que ungem, que dão.  

Mãos sacerdotais:  

o toque de Deus na nossa mão.