Me deixa morrer primeiro pra eu não sentir sua falta. Você é visceral, como o ar que entra pelos meus pulmões.
Você me aquece do frio, me acolhe do perigo, me alimenta de amor. Sabe de tudo que eu preciso, me esconde da dor.
Transpassa seus ossos nos meus, faz da minha pele a sua, faz do seu cérebro o meu, faz do nosso coração um. Transfunde nosso sangue e envenena minhas (suas, nossas) entranhas com paixão. Só tire meus olhos com que olho pra você se você for usá-los.
E no caixão, faz brotar das nossas carnes podres, da nossa morte as flores mais belas, adubadas com o nosso amor urgente, intenso e profano.