Às vezes penso
que a minha solidão
seja um castigo.
Não por ter feito o mal.
Mas por ter amado
quem jamais imaginei amar.
Então vejo
tantos corações
encontrando abrigo,
enquanto o meu
permanece em exílio.
E me pergunto,
em silêncio:
será que a minha solidão
é o preço
de amar diferente?
Ou fui eu
quem aprendeu
a chamar de castigo
aquilo que apenas
não consegue compreender?
Talvez o problema
não seja o amor.
Talvez seja
o modo como aprendi
a olhar para mim mesma.