Quando a vida se cala em silêncio profundo,
E a alma se despede dos braços do mundo,
Não é o fim da estrada, nem noite sem luz,
É apenas a passagem que a eternidade conduz.
A morte não apaga o amor verdadeiro,
Nem rompe os laços do afeto primeiro;
Segundo o espiritismo, em divina harmonia,
A alma segue viva buscando evolução e sabedoria.
Deixamos o corpo, essa veste passageira,
Como quem troca a roupa na jornada inteira;
Levamos conosco aquilo que construímos,
Os sonhos, os sentimentos, tudo que aprendemos e sentimos.
No outro lado existe um novo amanhecer,
Um convite sagrado para crescer e renascer;
Entre planos e caminhos de renovação,
A alma prepara uma nova encarnação.
E quando a saudade apertar no peito cansado,
Lembre que o amor nunca fica enterrado;
Quem parte não desaparece na imensidão,
Apenas segue viagem em outra dimensão.
Um dia os caminhos irão se encontrar,
Pois o amor verdadeiro sabe esperar;
A morte é somente um breve até logo, um momento;
Um reencontro marcado no abraço do tempo.
Enquanto houver estrelas brilhando no céu,
Enquanto houver esperança sob o mesmo véu,
Guardemos a certeza, com fé e carinho:
Ninguém caminha sozinho no eterno caminho.