Às vezes,
parece que sou indigna
de amar
e de ser amada.
Enquanto o mundo
aprende o idioma dos encontros,
eu me perco.
Sem destino.
Sem caminho.
Sem mapa.
Sem território.
Todos parecem chegar.
E eu,
ficar.
Talvez este seja
o castigo
de amar
tão diferente.
Ou talvez
a tristeza apenas me faça acreditar
que o amor
não foi escrito
para mim.