Toda vez que você me toca, não é só um arrepio, é como se meu corpo inteiro lembrasse de você antes mesmo do seu toque acontecer.
É instinto. É fome!
E eu não estou falando de amor, eu não quero amor.
O que existe entre a gente é mais perigoso do que isso.
É o jeito que você me olha como se já soubesse exatamente o efeito que causa. Como se tivesse plena consciência de cada reação minha… e ainda assim escolhesse provocar mais.
Sua voz baixa no meu ouvido não pede, ela toma.
E eu deixo.
Eu gosto da sua pele na minha, da forma como você se aproxima sem pressa, como se estivesse saboreando cada segundo. Gosto das suas marcas, das histórias que seu corpo carrega, da imperfeição crua que só torna tudo mais real… mais viciante.
Com você, não existe controle; só resposta.
Meu corpo responde ao seu antes mesmo de eu pensar.
E o que mais me desarma…
é que você não tenta suavizar nada em mim.
Você vê tudo.
As minhas falhas, as minhas marcas, as partes que eu aprendi a esconder…
e ainda assim, me quer ali, inteira.
Isso me atravessa de um jeito que eu não consigo conter.
Gosto do risco.
Do quase.
Do proibido.
Do jeito que o mundo parece desaparecer quando você chega perto demais. Do calor que cresce devagar, pesado, denso… até não sobrar espaço pra mais nada além da gente.
Sem regras.
Sem promessas.
Sem limites claros.
Só esse jogo silencioso onde ninguém pede, mas tudo acontece.
Tem algo em você que me prende nesse lugar perigoso…