Foi amor, amor ao primeiro toque.
Ao olhar para sua pérola cintilante
a toquei
até ver sua flor desabrochar
e as pétalas se abrirem
então bebi da sua fonte
Que era fonte inesgotável
A cada tremor
A cada contração
Dava-me de beber
Segurei sua cintura
e beijei cada pétala
até seu ventre, beijei
sentindo subir, descer...
Tudo eu lambuzei
até seus seios que despontavam
e neles eu mamei
como uma criança
Meus dedos ainda estavam
dentro de seu jardim
e não queriam mais sair
Queriam sentir cada arbusto
cada canto inexplorado...
Seu corpo era uma aventura!
Quando, enfim, se acalmou
e tudo de si jorrou
acariciei os seus cabelos
e beijei os seus lábios
com o seu gosto nos meus.
...
Já a fonte minha
despontava pelo ar
estava ante sua face
e, com doçura, ela a tocou
com sede, ela a experimentou
Fonte minha que aumentava
banhada em saliva sagrada
escorregadia língua
lábios pomposos
que sabiam tudo o que faziam
Dedos, tão belos e delicados
se sujavam... segurando-me...
massageando-me
Senti tantas cócegas por dentro
minhas pernas não se moviam
Numa última, tão esperada, contração
Minha fonte jorrou
A minha essência, de sua boca escorria
Ela lambia e engolia, apertando-me ainda
até sair minha última gota
e então se satisfez
Pernas pararam de tremer
Relaxando, me deitei
Mas sua mão só me largou, após minha fonte adormecer...
Então dormimos juntos em paz
Numa noite que satisfaz
-Sonhador do Veludo Azul
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