Imensidão
De que adianta viver
se não nos permitimos sentir,
quando tudo é, ao mesmo tempo,
vazio e profundo?
Meu peito ainda se agarra ao amanhã,
mas o passado insiste em chamar meu nome,
como uma ferida que se recusa a cicatrizar.
E eu me pergunto:
partirei sem contemplar a imensidão,
ou descobrirei, no fim,
que ela sempre habitou
entre minhas dores e minhas esperanças?