Antonio Olivio

Entre mundos

 

 


Quantos sóis tens Baltasar?
Dentro da tua máquina desgovernada 
de voar,
Quanto mais perto do céu 
Mais longe do teu amor.  
Nao lhe basta as estrelas 
Se teu teu coração esta deserto 
Tua maravilhosa outra metade
Anda pelas vilas a tua procura
Enquanto teu rosto emoldura todos os rostos da esperança 
Ela anda recolhendo os seres desapegados da vida.
Até que  atenta reconhece
Tua voz estremecida em prece
Te vê enquanto afaga a tua alma intacta
Para dentro de si , a  Blimunda de todas as luas.
Agora para sempre se dão 
Na eternidade de um amor
Que foi sofrido na terra 
Visto que o sofrimento é a principal matéria desta travessia terrena,
Para ser divino e permanente 

No céu do outro lado do mundo.

 


Antonio Olívio