O teu amor em minha alma não era como as flores em uma suave brisa. Tuas verdades eram tão pontiagudas quanto uma lâmina recém-afiada, e se enfiavam em meu coração perdidamente apaixonado, esgueirando-se pelas entrelinhas cegas por ti. Mas nenhuma dor podia comparar-se ao brilho de teus olhos, tão perfeitos quanto lírios e tão mortais quanto o abismo, que enganavam-me como uma inocente criança, feliz e pura, sem medo de perder-se em um amor profano. A cada passo, minha mente perdia-se ainda mais no inferno de teu nome; enlouquecia, gritava, chorava e caía. A dor dilacerante em meu peito não iria deixar-me alcançar a salvação que tua face me mostrára inalcançável. Mas ainda, mesmo rastejando-me pelo vasto sangue escarlate, a tentativa de chegar à salvação é inabalável; pois um garoto tão intenso quanto a lua torce para que eu ainda segure em sua suave mão, mesmo estando ela impura.