há dias em que teu amor chega,
revisado.
remove excessos,
acrescenta promessas,
corrige o futuro.
noutros, tu devolves o manuscrito.
cheio de rasuras,
anotações desconexas,
margens afogadas em tinta vermelha.
amassa-me feito folha,
atira-me longe.
depois,
busca o papel no lixo
e desamassa-me.
pensas que minha história,
quem sabe,
ainda seja digna de pertencer-te.
tu culpas tua tristeza
por tamanha indecisão.
autor covarde.
sentimento não segura caneta.