Deve existir um lugar,
Onde o tempo desacelere,
E eu possa parar,
Para sentir, tudo que me fere,
Não me restam mais metas,
eu posso parar um momento?
Descasco a dor que me parece eterna,
E que renasceu
A cada traumático evento,
Não sei por onde começo,
Perdi o inicio da linha,
Preciso revisitar tudo que conheço,
Atrás do inicio dessa dor fina,
São faltas que querem me revisitar,
Em sonhos lúcidos, tão vívidos,
Dos quais não quero despertar,
São arrependimentos que soam,
Como gritos embaixo d’água,
São desculpas que não perdoam,
Nunca ditas e à queima mágoa,
São ausências inevitáveis,
Em meio a cicatrizes nomeadas,
Por memórias implacáveis,
De quando me sentia amada.