A luz azul da tela revelava meu rosto cansado
quando o desespero se instalava
um fino véu separa o a agonia do não sentir nada
quando não existe adjetivos para definir quem se é
em um papel você escreve razões e motivos para continuar de pé
quando a vontade de objetivo e um desejo utópico o leva a negação do que se é
e a voz da razão te diz:
\"Sabes da verdade, mas é orgulhoso de mais para aceitar;
Quer demonstração de uma verdade já negada
sabe também que usam disso para te torturar;
por que insistes fielmente na sua própria destruição\"
mas a voz da emoção ainda quer demonstração de que não se enganou
mesmo tendo se enganado, caminhou em praça publica
se expos como bobo da corte, personagem biblico, ou bicho de pelucia
inofensivo, se convencendo que a bondade que um dia te demonstraram não era apenas astúcia
deixou a porta aberta
a melhor torpeceria exibia
entregou de tudo, ate mesmo a vida
deu a outra face, entregou a própria túnica e ficou nú
morreu em frente a luz azul.