Uma onda de dor consome meu corpo
Me fazendo perder a noção de realidade
A bonança se aproxima como um sopro
Questionando minha sanidade
As saídas fáceis são armadilhas
Que me prendem nessa roda de sofrimento
As alegrias são pequenas ilhas
Onde não diminuem o enorme sofrimento
As lágrimas ardem a pele do meu rosto machucado
A escuridão desiluda meu futuro
Não enxergo saída desse caminho
Nesse buraco por mim mesmo cavado
As mãos se voltam ao alto
Diz naquele livro que a saída esta no perdão
Como perdoar meu maior carrasco?
Como perdoar a mim mesmo?