Entre risos soltos e olhares demorados,
nós éramos dois, amigos tão confiados,
um laço antigo, seguro e sincero,
mas havia algo a mais, um brilho, um mistério.
Nos encontros casuais, o toque era leve,
palavras deslizavam, mas o desejo breve
se escondia entre gestos, entrelinhas sutis,
e cada abraço parecia um pouco mais feliz.
Era uma amizade que a cor não bastava,
tinha nuances de fogo, que ninguém apagava.
Nossos corpos falavam o que os lábios calavam,
e no calor da noite, os segredos despertavam.
O riso virou suspiro, o olhar, tentação,
num toque de pele, explodiu a emoção.
Nos perdemos no tempo, no querer sem fim,
e o que era amizade, virou um jardim.
Agora somos mais do que amigos distantes,
somos fogo, desejo, amantes vibrantes.
Colorimos o mundo com cores sem medo,
no amor e na amizade, somos nosso segredo.