Hoje o silêncio é o que toca minha alma;
nele encontro a paz que me acalma,
atento ao vazio que a humanidade me traz.
Hoje muito se fala, mas pouco se ouve;
a moral foi perdida, talvez esquecida;o imoral se tornou normal: consciência ferida.
Esperei, sem pressa, o tempo que resta.
Meu corpo entra em estado de torpor,
mas a mente inerte alivia a dor
daquele que olhou pela fresta e não enxergou
a realidade distorcida pelo rancor.
A humanidade segue dividida, sem amor.
Acalma-te, coração.
Não se pode viver eternamente na ilusão,
pois os olhos podem nos confundir,
injustiçando o ego e endurecendo o coração.
Feliz daquele que vive a retidão...
Ou será essa a justiça que conduz à salvação?