Ontem senti o gosto do pecado deslizando sob o céu da minha boca.
Sem fôlego, me vi flutuando sob a vastidão do universo.
Segurei a via láctea em minhas mãos,
enquanto escorria entre meus dedos.
Seria o prazer do calor dos corpos
o foguete que me levou tão longe?
Ou seria saber que o ato proibido
foi o combustível dessa viagem?
Saciei minha vontade de conhecer a galáxia
sobre o pecado que foi teu corpo.
Se pecar era cruzar
os limites do universo conhecido,
confesso:
nunca temi o infinito.